PROGRAMA NB FIT DIABETES

O que é diabetes mellitus?

Criação - Prof. Guilherme Sá

Coordenação - Prof. Guilherme Noira

Diabetes mellitus (ou simplesmente, diabetes) pertence a um grupo de doenças metabólicas de origem múltipla na qual, o organismo ou não produz ou não consegue empregar da forma correta a insulina (SBD, 2017). Com isto acaba-se verificando níveis elevados de glicose sanguínea durante um longo período de tempo (OMS, 2017).

Estas deficiências nos mecanismos da insulina se dá devido ao fato de o pâncreas não estar produzindo de forma adequada a insulina, ou porque a insulina não consegue penetrar a membrana celular para que assim haja a absorção da glicose pela célula (Fuji, 2016).

Epidemiologia

Atualmente temos mais de 13 milhões de pessoas com diabetes apenas no Brasil, representando cerca de 6,9% da população brasileira (SBD, 2017). Em parâmetros globais temos que em 2015 algo próximo de 415 milhões de pessoas ao redor do mundo apresentava diabetes, segundo a federação internacional de diabetes (IDF, 2016), aonde 90% dos casos eram de DM2 representando 8,3% da população adulta (homens e mulheres) (Shi, 2014).

Em consonância com esses dados a população brasileira que apresenta DM vem crescendo cada vez mais, atingindo, atualmente, a 4˚ posição no ranking de países com maiores índices de DM. Na década de 1980 cerca de 7,6% da população brasileira (30-69 anos) apresentavam DM (Schmidt, 2014), já em 2013 a penas a população jovem em torno de 18 anos já representava 6,2% de indivíduos com DM equivalendo a um contingente de 9,1 milhões de pessoas (IBGE, 2013) Em valores absolutos tem-se que me 2014 existiam 11,9 milhões de pessoas com DM no Brasil, marchando para um índice de 19,2 milhões de pessoas em 2035 (SBD, 2016) e hoje (como dito anteriormente) temos 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes no Brasil.

Um dos maiores problemas de DM é a demora de seu diagnóstico levando a complicações que poderiam ser evitadas de forma simples e, consequentemente, a doenças renais, dificuldade de cicatrização, lesões nos pés e nas mãos o que somado a esta ineficácia da cicatrização leva a graves transtornos passiveis, até mesmo, de amputações, neuropatias, glaucoma, catarata e retinopatias, e hipersensibilidade cutânea (SBD, 2016). Tornando-se assim, um dos principais catalizadores de mortes prematuras elevando em 2 vezes esse risco, sendo que, entre 2012 e 2015 a diabetes foi a causa de aproximadamente 5 milhões de mortes anuais (IDF,2016).

Tipos de diabetes mellitus

Atualmente já foram diagnosticados alguns tipos de diabetes, sendo os mais preponderantes:

Diabetes mellitus tipo 1 (DM1)


Se caracteriza pela produção deficiente de insulina pelo pâncreas, onde o sistema imune ataca o pâncreas do portador destruindo assim, as células beta pancreática (SBD, 2016). Esta doença geralmente é diagnosticada na infância / adolescência e acomete entre 5 a 10% dos pacientes com diabetes.

Há também, outros tipos de diabetes como:

  • Diabetes insípida
  • Determinada geneticamente
  • Doenças que acometem o pâncreas
  • Causada por fármacos
  • Diabetes imuno - mediadas e provenientes de outras síndromes genéticas (síndrome de down, por exemplo)

Observação: atualmente está entrando em voga o termo diabetes mellitus tipo 3 que afeta diretamente o cérebro, podendo ser um fator causador do mal de Alzheimer (Suzanne, 2008).

Diabetes mellitus tipo 2 (DM2)


Se manifesta quando o organismo não consegue utilizar de forma correta a insulina produzida pelo pâncreas, onde, este órgão produz a insulina, porém, ela não consegue adentrar a célula o que leva a elevação dos níveis de insulina em suspensão no meio extracelular. Este excesso irá fazer com que o pâncreas aumente sua produção de insulina sobrecarregando-o e levando a uma condição de degradação (SBD,2016).

Diabetes gestacional


Esta se desenvolve semelhante a DM2, envolvendo a resposta inadequada da célula a insulina. Acomete de 2 a 4% das gestantes e se manifesta a partir do sexto mês de gestação e deve ser tratada uma vez que pode trazer danos ao bebe e a mãe, e cerca de 50% das mulheres que tiveram diabetes gestacional desenvolvem DM2 tardiamente (SBD,2017).

O que é insulina?

Insulina é um hormônio secretado pelo pâncreas responsável por permitir que a glicose, em suspensão no meio extracelular (sangue), penetre a membrana celular e adentre a célula para ser utilizado como fonte de energia.

Causas da diabetes

A DM1 apresenta o fator genético como causa para sua manifestação, porém, sua causa ainda não foi totalmente definida, parecendo estar associada a casos de constipação e outras doenças. O que se sabe é q a alimentação e o estilo de vida não exercem influência direta sobre o aparecimento desta patologia. Se apresenta mais comumente em jovens menores de 30 anos (OMS, 2017).

A DM2 apresenta uma fisiopatologia complexa ainda não totalmente elucidado, onde a má alimentação e o sedentarismo apresenta influência direta em sua manifestação, sendo frequentemente associado a idosos e obesos. Esta patologia também, se apresenta como um dos pilares central da síndrome metabólica. O componente genético e alguns tipos de fármacos utilizados também tem importante papel no surgimento deste tipo de diabetes.

Fatores de risco

Conheça alguns fatores de risco.

Sintomas

Sintomas por tipo de diabetes.

Basicamente os fatores de risco para os diferentes tipos de DM se sobrepõe, sendo o mais predominante deles o fator genético. Contudo este se diferencia quando na origem da doença, enquanto na DM1 a fator genético afeta a produção de insulina do pâncreas, e na DM2 afeta a ação da insulina sobre a célula. Outros fatores que levam a diabetes são:

  • Idade
  • Obesidade
  • Hipertensão arterial
  • Nível de colesterol HDL abaixo do desejado
  • Nível de triglicerídeo acima do limite
  • Sedentarismo
  • Má alimentação

Diabetes mellitus tipo 1

  • Aumento na micção
  • Fome elevada
  • Sede elevada
  • Emagrecimento
  • Fraqueza e fadiga
  • Alterações no humor
  • Náusea e vomito
  • Genética

Diabetes mellitus tipo 2

  • Aumento na micção
  • Fome elevada
  • Sede elevada
  • Infecções frequentes
  • Demora na cicatrização
  • Alterações visuais
  • Parestesia nos pés
  • Furúnculos

Tratamento recomendado

Medicamentos


A adoção de medicamentos envolve o uso de hipoglicemiantes orais e insulina que possuem a finalidade de otimizar a entrada da glicose em suspensa no sangue para o interior das células a fim de produzir energia. Existem também, a utilização de outros medicamentos como: glinidas, sulfonilureias, entre outros.

Plantas medicinais


Há também uma prática que vem crescendo muito que é a utilização de plantas para o controle da DM.

Estilo de vida


A adoções de um estilo de vida saudável onde imperem a boa alimentação, a prática do exercício físico, a ausência do cigarro e outras drogas, a redução nos níveis de estresse.

Exercício físico e diabetes

Exercícios físicos regulares ajudam a baixar as taxas de glicemia. Quando você gasta energia, o organismo usa o açúcar do sangue em velocidade maior. Além disso, diversas pesquisas já comprovaram que a atividade física favorece o humor, o sono e a disposição para outras atividades, além de evitar doenças cardiovasculares e até degenerativas, como o Mal de Alzheimer (SBD, 2017).

Metodologia adotada

A metodologia por nós adotada segue os preceitos da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Antes do início da aula é aferida a glicemia observando se está dentro dos níveis esperados, estando damos início as atividades com um treinamento customizado dentro das individualidades de um paciente que apresente a DM. No meio e ao final da aula são aferidas novamente a glicose para ver se está dentro dos termos esperados. Esta aferição se mostrando fora dos padrões em qualquer uma dessas observações a aula será finalizada e o paciente irá receber todas as orientações necessárias para que sua glicemia volte aos padrões normais.

Sempre bom enfatizar na necessidade do consumo regular de água durante as aulas e da utilização de um calçado apropriado visando a redução do quadro do “mal do pé do diabético”.

Referências Bibliográficas

  • http://www.diabetes.org.br/publico/diabetes/oque-e-diabetes
  • http://www.who.int/topics/diabetes_mellitus/en/
  • Fuji S, Loffler J, Savani BN, Einsele H, Kapp M. Hyperglycemia as a possible risk factor for mold infections-the potential preventative role of intensified glucose control in allogeneic hematopoietic stem cell transplantation. Bone Marrow Transplant 2016; 10.1038/bmt.2016.306.
  • Suzanne M. de la Monte, M.D., M.P.H.1?3 and Jack R. Wands, M.D. Alzheimer´s Disease Is Type 3 Diabetes - Evidence Reviewed; Journal of Diabetes Science and Technology, volume 2, Issue 6, November 2008
  • SBD. Sociedade Brasileira de Diabetes Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2016:1-337
  • IDF. International Diabetes Federation. p. 13. Consultado em 21 de março de 2016
  • Shi, Yuankai; Hu, Frank B (7 de junho de 2014). «The global implications of diabetes and cancer». The Lancet. 383 (9933): 1947–8. PMID 24910221. doi:10.1016/S0140-6736(14)60886-2
  • Schmidt MI, Hoffmann JF, de Fatima Sander Diniz M, Lotufo PA, Griep RH, Bensenor IM et al. High prevalence of diabetes and intermediate hyperglycemia - The Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil). Diabetol Metab Syndr 2014; 6:123.
    IBGE. Percepção do estado de saúde, estilo de vida e doenças crônicas. Pesquisa nacional da saúde 2013; I:1-181.